Contra tudo e todos, Ganhamos!

Dez 22, 11 Contra tudo e todos, Ganhamos!

Nem Peçanha, nem a peçonha da baliza madeirense, “fechada” durante mais de 80 minutos impediram o F.C. Porto de terminar o ano no lugar que lhe é habitual: a liderança.

Com Rodriguez a regressar em grande e calando a crítica que tanto tentou alimentar polémicas ocas, foi uma noite que acabou por se tornar feliz e estampar para o exterior o carácter e a evolução notória desta equipa, o que nos dá uma visão sem dúvida mais “desanuviada” para o futuro próximo. Também de relevar a estreia “a valer” de Iturbe (pese embora o amarelo) com pormenores bastante interessantes e um remate portentoso que infelizmente não teve sucesso. De esperar uma aposta mais regular neste miúdo que em conjunto com Danilo e Alex Sandro, bem trabalhados e integrados poderão dar que falar ainda esta época.

Atitude, garra, persistência e até brilho e desenvoltura foi o que se viu frente e um Marítimo que, com o presidente dos “guardanapos” no banco, nada mais quis do que fazer anti-jogo, quando se esperava uma atitude mais digna desta equipa madeirense, a exemplo do que se tem visto neste excelente campeonato que tem feito. Para além de uma arbitragem cheia de “erros” e com critérios no mínimo, discutíveis, foi possível ultrapassar tudo isso e afinal ver que a força temível do Dragão não morreu, apenas estava adormecida.

 

 

As palavras ditas no final quer por Vítor Pereira, quer por Pinto da Costa, serão certamente interpretadas como “pedidos” ou “avisos” à arbitragem em próximos jogos (vulgo clássico com o Sporting), como convém aos “comentadeiros” ou “paineleiros” que geralmente são pagos para “papaguear” na praça pública. Mas concordo, subscrevo e sublinho cada palavra. É nos momentos em que se vence e se ultrapassam os prejuízos que mais legitimidade se tem para os realçar e denunciar. E neste caso, o F.C. Porto e seus responsáveis tiveram toda a razão. E não estamos a falar de um protagonista totalmente “inocente” sendo que e pegando nas palavras de Pinto da Costa é só passar nas imagens e comparar, “Sem comentários!

 

Falando neste tema, aconselho todos a lerem o artigo sobre este assunto do Ricardo Amorim e a verem o vídeo com as melhores imagens do Duarte & Companhia – Ler aqui

 

 

Quanto às modalidades mantêm-se vitoriosas, com destaque para o tetracampeonato da equipa feminina de natação, provando que o ecletismo e tradição de vitória é mesmo transversal na cultura deste clube. Parabéns meninas!

Para fechar o ano de 2011, o F.C. Porto foi à Mata Real vencer o primeiro desafio da fase de grupos da Taça da Liga. Numa competição que declaradamente não consta como uma prioridade, Vítor Pereira teve a oportunidade de lançar algumas caras novas, com destaque para Alex Sandro (arredado da titularidade desde o jogo com o Pinhalnovense para a Taça de Portugal).

O jogo começou de feição para o Porto com um golo de antologia logo aos 2 minutos do “Cebola” Rodriguez que definitivamente parece ter despertado e dito “presente”, para satisfação do seu treinador e dos adeptos obviamente.

Apesar do empate do Paços aos 16 minutos de bola parada (de novo!) e sem grande volume de jogo que o justificasse, mais uma vez a sensação foi sempre de que a garra e esforço de todos iria culminar em mais uma vitória. E assim foi com uma sucessão de jogadas, combinações e acima de tudo muita qualidade, o que não deixa de ser bastante agradável uma vez que estavam em campo vários jogadores menos utilizados, como Souza que fez um jogo muito bom e “deixou a pele” em campo até ser substituído na recta final por Fernando.

Foram 80 minutos de “alta rotação” e em que a certa altura, Vítor Pereira perante a teimosia do empate, teve de recorrer a João Moutinho e ao “abre-latas” do costume, Hulk. Fórmula que resultou e que após algumas jogadas a “rasgar” a defesa pacense, culminou num pénalti correctamente assinalado pelo árbitro e que o “Incrível” executou na perfeição repondo a mais que merecida vantagem.

Nos últimos 10 minutos assistimos a um abaixamento de ritmo e algum conservadorismo no ataque, o que provocou um jogo mais quezilento e bastante enfadonho para o espectador. No entanto, perante o bom espectáculo dos primeiros 80 minutos de jogo, a vitória ficou assegurada e o F.C. Porto vai de férias natalícias com o sentimento de missão cumprida. E esperamos que, apesar de não ser uma prioridade que o Porto faça uma boa campanha nesta competição e já agora aproveite para colocar este (ainda) inédito troféu na vitrina do clube.

 

 

P.S. Numa peça do telejornal do terceiro canal passada no dia 20 de Dezembro foi noticiada a publicação de um livro sobre José Mourinho e o seu êxito na carreira de treinador. As imagens escolhidas para ilustrar a dita peça sobre o malogrado treinador foram as da passagem do “Special One” pelo Inter e (pasme-se!) imagens da sua fugaz passagem pelo Benfica de onde foi “despejado” sem apelo nem agravo.

Foi notório e algo constrangedor verificar o esforço para não mostrar imagens dos momentos que catapultaram este fenómeno português para a ribalta mundial como treinador do Futebol Clube do Porto. E para que – ao se efectuar uma observação deste facto – as brilhantes mentes estejam salvaguardas, até tiveram o cuidado de não incluir imagens de Chelsea e Madrid. Deste modo, todo o queixume portista “cai por terra”, porque não foi só o F.C. Porto que se “esqueceram” de incluir na peça.

Mas essas manobras apenas funcionam para mentecaptos e gente estúpida, grupo no qual obviamente nem eu nem uma larga maioria de portistas (e de outros cidadãos) se inclui.

Mais grave do que a desonestidade intelectual visível e grosseira é a tentativa de o fazer, mas dissimulando esse acto. É de facto triste mas apenas para quem pratica este tipo de “doutrina informativa”, porque quem realmente tem um cérebro para pensar de modo livre e independente apenas observa, desmascara, denuncia e parte para outra.

 

Abraços e até para a semana,
Diana Maia

 


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