Vitória a vitória se enche o Sapatinho

Dez 17, 11 Vitória a vitória se enche o Sapatinho

Mais uma vitória suada, mas pelo menos num jogo em que o esforço, superioridade e mérito da melhor equipa em campo se reflectiu no resultado final. Enquanto assim for e as vitórias (mais ou menos suadas, mais ou menos brilhantes) forem surgindo, mantemo-nos no caminho traçado rumo aos objectivos para esta época.

Ainda para mais, com duas competições já “caídas”, embora a Champions seja “substituída” pela Europa League, torna-se cada vez mais central e fundamental a manutenção do domínio a nível nacional que é obviamente todos os anos o título mais almejado (e sejamos sinceros mais atingível), exceptuando épocas de pura magia felizmente ao alcance relativamente frequente (para a média de muito “grande clube europeu”, veja-se o Benfica que há mais de 50 anos não ganha nada) deste clube portuense que nos faz bater os corações de alegria e êxtase nos momentos de glória que vamos amiúde vivendo fora de portas.

Numa Liga Europa que mais parece a dos Campeões, a competitividade e interesse da competição vai decerto ser bastante grande, com clubes como F.C. Porto, Valência, Manchester United, M. City, Bayern, Ajax, etc.

Tal como no ano passado existiam equipas como Liverpool e Villarreal também grandes candidatos, tendo o resultado sido a viagem do belo troféu para a cidade Invicta. Esperemos que este ano exista a capacidade de abnegação, raça e transcendência que levem o sonho de novo ao rumo da final…quem sabe?

 

 

Mas voltando a Aveiro, julgo que esta vitória e essencialmente a forma como foi obtida pode funcionar como um “tónico” psicológico para a equipa de Vítor Pereira. Muito embora o Beira-Mar tenha chegado à vantagem numa falta discutível e sem ter feito absolutamente nada que o justificasse, foi preciso muito carácter e perseverança para não baixar imediatamente os braços. E o empate feito logo 6 minutos após do infortúnio do golo dos aveirenses, por James foi um ponto de viragem importante, repondo rapidamente alguma verdade nos factos do jogo. No entanto continua a ser notória alguma impaciência e falta de lucidez (até alguma sofreguidão) no ataque às redes adversárias. E muitas das vezes sem efeitos práticos, com passes que se perdem, decisões precipitadas a vários metros da baliza ou perdidas desesperantes de timing para rematar à baliza. Tudo isto urgia já ter sido corrigido e rotinado, mas ainda temos todos a noção de que esta equipa vai chegar até ao final da época sem um “onze-tipo” ou mesmo até com um fio de jogo definido. Como já referi várias vezes, não sou entendida nesse tipo de matérias técnico-tácticas do jogo de futebol, mas pelo senso comum daquilo que me é dado a avaliar nos jogos do F.C. Porto, as experiências são contínuas a todos os níveis e isso não permite também uma estabilização do jogo e da equipa como víamos claramente na época passada (e até em épocas anteriores).

Uma boa novidade foi a inclusão, embora dois minutos não sirvam de muito, da “pulguita” Iturbe que tarda em ser mostrada. Apesar da sua juventude, acho que perante o potencial do jogador e a cobiça de que já é alvo, será um erro andar a guardar a guardar para depois ter de o vender sem quase ter jogado na equipa. A exemplo de Anderson que embora tenha tido mais oportunidades de contribuir para a equipa, teve uma passagem infelizmente fugaz pelo clube. A ver se não caímos no mesmo “erro” de não aproveitar um jogador com tanto potencial

 

Agora teremos o Marítimo, um adversário que dentro de campo terá de ser respeitado ao máximo se o quisermos derrotar e amealhar mais três pontos. Tendo em conta tudo o que fez contra os rivais, mais recentemente contra o Benfica em que o eliminou da Taça de Portugal e só perdeu o jogo para o campeonato por um golo perfeitamente fortuito do adversário (e precedido de falta sobre o guarda-redes), é uma equipa com imensa qualidade e que para ser vencida necessitará do melhor Porto. Tenhamos esperança e confiança que esse Porto surja quando é mais preciso para segurar a liderança partilhada no campeonato (dependente do resultado do confronto do Benfica).

 

 

O sorteio da Liga Europa já ditou o destino dos dezasseis-avos de final e (mais uma vez) cabe ao F.C. Porto um adversário fortíssimo, o milionário Manchester City. A este tipo de sorteios, a que de resto já estamos habituados, temos de responder da forma mais adequada, com humildade, garra, determinação e muita mas muita vontade de vencer!

 

 

Somos Porto… Sempre!

Abraços e até para a semana,
Diana Maia   

 


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