Hoje e sempre, SOMOS PORTO!

Dez 10, 11 Hoje e sempre, SOMOS PORTO!

Nem sempre se ganha, nem sempre se tem sorte ou laivos de magia que fazem tudo parecer correr da melhor maneira possível e imaginária. Mas lutamos, estamos unidos e sabemos da força que temos para atingir os objectivos. No fundo, somos e teremos sempre de ser Porto.
Já se sabia e já tinha anteriormente reforçado que esta é nitidamente uma “época de ressaca” e de transição após uma época apenas ao alcance de um grupo (muito) restrito de clubes mundiais na actualidade. Nisso devemos sentir-nos altamente privilegiados pois vemos em frente dos nossos olhos o clube do coração atingir títulos e prestígio (concreto e não apenas baseado na “história”) que adeptos de outros clubes somente ousam sonhar quando deitam a cabeça na almofada à noite.

A prioridade vital desta época é (cada vez mais) a renovação do título nacional para quiçá reiniciar um ciclo de títulos consecutivos, dando continuidade e espaço de evolução e aparecimento de novos jogadores e novas equipas ganhadoras. É assim que a “máquina” funciona e mais do que ninguém, nós adeptos e simpatizantes do F. C. Porto temos o conhecimento do trabalho sério, humilde e insaciavelmente ambicioso que o espírito do Dragão acalenta. Ele (o Dragão) pode estar por vezes um pouco adormecido, recompondo-se do cansaço das várias batalhas, mas surge sempre e quando menos se espera com a vontade e a determinação de quem faz do dia-a-dia o alicerce da vitória e da conquista.

Quanto ao jogo que ditou o abandono precoce da Liga dos Campeões, encerra um misto de sentimentos e conclusões. Sei que é mais reconfortante cair no facilitismo de acusar novamente Vítor Pereira de mais um infortúnio nesta época, mas também se diga em abono da verdade que não foi ele que esteve em campo a cometer os erros dos jogadores. Não foi ele que decidiu mal os passes, abusou das fintas, cruzou sem conta peso e medida, ou chutou de fora da área sem direcção.

Mas apesar de tudo ficou uma exibição soberba do F. C. Porto na defesa, que com uma concentração ainda não demonstrada esta época, “secou” completamente toda a criatividade ofensiva do Zenit (Danny incluído). Não me recordo de um resultado tão injusto e tão abismalmente contrário ao que ditaram as estatísticas, pois nesse campo o F. C. Porto foi esmagador, mas pelos vistos não foi suficiente.

 

Mais uma vez oferecemos 45 minutos de avanço ao adversário quando perante o domínio sufocante que estávamos a exercer, era essencial construir uma vantagem antes do intervalo. Oportunidades e iniciativas para isso não faltaram mas, ora a decisão no último passe ou no remate eram as piores, ora se eram perfeitas lá estava Malafeev para impedir quase miraculosamente a bola de entrar nas suas redes. Uma noite para esquecer e onde foi possível recordar a crueldade do futebol quando a sorte não nos acompanha

 

 

Uma saída muito precoce da maior montra do futebol europeu, com o “desastre” financeiro que daí advém, sendo que esta época foi obviamente pensada numa escala de exigência superior e com a expectativa de uma prestação pelo menos dentro da média do prestígio do F. C. Porto nesta competição (que é passar a fase de grupos, se possível em primeiro).

Agora teremos de repensar objectivos e concentrar as energias e ambição numa competição em que iremos defender o título de campeões. Não é o ideal, mas perante a clara noção de que dificilmente esta época o F. C. Porto iria fazer uma campanha extraordinária na Liga dos Campeões, será um mal menor manter a competição europeia de segundo plano, avançando com maiores possibilidades desportivas (pelo menos em teoria) e mantendo em aberto a entrada de algum capital proveniente das prestações na Liga Europa.

 

 

É nestes momentos menos brilhantes e de maiores dúvidas sobre o futuro próximo, que o discurso mais lírico e mais apaixonado do que é ser portista, da raiz de amar este clube e toda a sua envolvência única e singular, faz mais sentido. Na hora de “dor” é que surge mais frontalmente na consciência aquilo que realmente nos faz pender o coração para o azul e branco, para a essência de luta perseverante do nobre Dragão. E é nestes momentos que concluímos que, quer por opção pessoal, quer por herança familiar, ser portista é altamente gratificante em todos os sentidos.

 

 

P.S. 1 – Parece que a situação das modalidades passou do boato para o facto. Não me merecendo esta situação longos comentários, deixo as linhas essenciais do meu pensamento relativamente a este tema. É de facto muito triste e confesso até algo embaraçoso ter o conhecimento de que estas situações ocorrem num clube que orçamenta o seu futebol megalómana e milionariamente, deixando as outras modalidades à mercê da “crise” e por conseguinte os seus atletas que tanto dão ao clube, completamente “descalços” e sem o reconhecimento do seu mérito, obrigando mesmo um ícone do clube a “desprofissionalizar-se” para poder exercer uma outra actividade que lhe permita subsistir. Estou obviamente a falar no caso do hoquista Reinaldo Ventura, que espero ser um caso isolado e que não necessite de ter “seguidores”.

Uma situação que o clube terá que rever a curtíssimo prazo sob pena de deixar “morrer” estupidamente o ecletismo rico e vitorioso de um clube com a grandeza do F. C. Porto.

 

 

P.S. 2 – Recuperando a fábula do quadrúpede Danny, foi digna de risada a tentativa deste “senhor jogador” de inverter o tabuleiro e colocar em causa a educação dos adeptos do F. C. Porto na recepção “calorosa” de que foi alvo no Estádio do Dragão.

Apupos, assobios, piropos e até insultos, todos os jogadores estão sujeitos a ouvir, pois tudo o que fazem e dizem é de domínio público e por conseguinte mexe com emoções e paixões clubistas das massas. Ora, neste caso Danny não gostou e até se deu à liberdade de chamar “malcriados” aos adeptos azuis e brancos, apesar da (tosca) explicação que deu aquando do episódio do urinol canino, alegando que foram os filhos que pediram. Custa-me imenso mas mesmo imenso acreditar na inocência do timing e da veemência com que o quadrúpede festejou o golo frente ao F. C. Porto na Rússia. E porque me custa? Eu passo a explicar: será que ao canino jogador – apesar do pedido dos filhos para ele fazer publicamente figuras tristes que devia manter para a privacidade do seu lar – não lhe ocorreu que ao agir daquela forma no festejo do golo poderia ser mal interpretado? Será que à iluminada mente não ocorreu que poderia este seu acto ser encarado como ofensivo para os adeptos do F. C. Porto? A sério que além dos hábitos caninos também o Danny possua a inteligência e perspicácia equivalente à de um cão? Talvez, tendo em conta o espanto e ofensa com que se viu enxovalhado no Dragão.

Pode ser que para a próxima, quando os filhos lhe pedirem para ele fazer outra coisa engraçada como por exemplo fazer o mesmo número canino, mas baixando os calções, ele as reserve lá para a liga da Rússia. Sei que tem menos visibilidade meu caro, mas decerto não passará despercebido.

 

Abraços e até para a semana,
Diana Maia

 


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