Ano novo, o mesmo Destino

Jan 06, 12 Ano novo, o mesmo Destino

Antes de mais quero desejar a todos os leitores do BestOfFutebol, quer os já fiéis e assíduos seguidores, quer àqueles que recentemente se juntaram a esta “comunidade”, um excelente ano de 2012 e que pesem embora as perspectivas menos positivas que se adivinham para este novo ano, os momentos de felicidade e contentamento não deixem de ocorrer ao longo destes doze novos meses que se aproximam. E que claro, o nosso amor comum, o Futebol Clube do Porto nos traga alegrias suplementares e motivos de festa a que já estamos habituados.

Neste já habitual interregno para as festas natalícias, não faltaram no entanto as notícias e movimentações de mercado habituais para compensar a ausência do futebol jogado no campo.

Curioso foi verificar que, o que de maior relevo aconteceu neste período e que mais deveria orgulhar o desporto lusitano, mais “abafado” foi essencialmente na imprensa apaniguada da segunda circular. Estou obviamente a referir-me à distinção de Jorge Nuno Pinto da Costa com o “Prémio Carreira” recebido das mãos de Fabio Capelo, na gala do Globe Soccer Awards que decorreu no Dubai. Sim, leram bem o dirigente desportivo mais titulado no Mundo com 55 títulos (só no futebol) e ainda a contar, foi finalmente e merecidamente reconhecido por todo o trabalho desenvolvido nas últimas décadas no Futebol Clube do Porto. Não sou eu que o digo, são os números que o comprovam e esses como não me canso de referir, são frios, factuais e acima de tudo indesmentíveis.

 

 

A par destas notícias, que a muito custo tiveram a divulgação obrigatória, não faltaram as “novelas” do costume, com Hulk na mira e também Danilo que, apesar de todas as fábulas alegremente veiculadas na imprensa, sobre faltas de pagamento e retenção do jogador no Brasil por mais uns tempos, lá aterrou no aeroporto Sá Carneiro e já está às ordens de Vítor Pereira. Um jogador que se define como “campeão” e que por isso mesmo escolheu o clube indicado para continuar a orgulhosamente ostentar esse epíteto. Na minha opinião deve ser testado e integrado no plantel e no esquema de jogo o mais rápido possível para reforçar com qualidade (que ele demonstra ter de sobra) o lado direito, quer na defesa, quer mais adiantado no terreno, uma vez que Danilo vem referenciado com essa polivalência. Com a agradável prestação de Alex Sandro no último jogo esperemos que estes sejam dois activos na verdadeira acepção da palavra e que dêem o retorno desportivo do investimento financeiro feito pela direcção. É isso que esperamos e com base nas decisões maioritariamente acertadas de quem dirige o clube, não temos razões para desconfianças prévias e pessimismos precoces.

 

 

Ainda durante esta semana Pinto da Costa deu uma entrevista à SIC (!) na qual pautou o seu discurso pela cautela e pela moderação. Como alguém que sabe que as vitórias não caem do céu nem se obtêm por decreto ou despacho governamental, Pinto da Costa acredita na conquista do título, mas sem euforias antecipadas e com total noção de que é preciso trabalhar e mostrar que somos melhores e que assim, se nada de anormal ocorrer, seremos campeões novamente. Já relativamente à Federação, o presidente foi cáustico e apontou algumas injustiças a que os clubes são sujeitos quando têm de ceder jogadores para representar a selecção nacional, nomeadamente o pagamento de seguros aos mesmos, quando a FPF tem recursos financeiros suficientes para ser autónoma nesse campo.

 

 

No regresso ao campeonato, teremos pela frente um clássico com Sporting que de fácil não terá absolutamente nada, excepto se os jogadores do F.C. Porto demonstrarem toda a sua qualidade e desbloquearem o jogo a nosso favor. O resultado que realmente interessa são os três pontos, visto que qualquer “escorregadela” nesta fase pode ditar a perda da liderança para o Benfica que, como sabemos se passar para a liderança teremos de aguentar com as “enxurradas” de entusiasmo e euforia que esse raro acontecimento sempre acarreta.

Uma coisa é certa, este ano o objectivo máximo (Campeonato Nacional) exigirá o melhor Porto e a equipa mais aguerrida e combativa e com a personalidade indestrutível que vimos em tantas e tantas épocas gloriosas. Já lá vão 52 partidas sem perder para a prova nacional e a imprensa refere incansavelmente que foi precisamente o Sporting que infligiu a ultima derrota portista para o campeonato e para isso temos de recuar duas épocas (!)

Claro que todos esperamos completar o recorde de 53 jogos sem perder e com mais uma vitória!

 

Abraços e até para a semana,
Diana Maia

 

P.S. – Iniciei o meu ano “limpando a mente” dos “comentadeiros” e da sua podridão mental. Nem sei se já tomaram a resolução de se tornar sérios neste novo ano. Mas prometo que para a próxima semana, no rescaldo do clássico irei tomar toda a atenção às opiniões e aí tecerei os meus comentários.

 


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