Somos Primeiros!
Sub-título: “Aquecimento global” na Liga
Após um período em que os “meteorologistas” da nossa praça verificavam alegremente uma temperatura de cinco graus negativos na Liga Portuguesa – esquecendo porém o “Inverno soviético” imposto na época passada pelo campeão – eis que ao longo das duas últimas semanas tivemos uma Primavera antecipada, com uma súbita subida para temperaturas quase positivas. Como entendidos na matéria “climática do futebol” e eventualmente cientes da sua grande variação, os caros “especialistas” não se abstiveram porém de fazer previsões, deixando-se levar em euforias bacocas e que se provaram precipitadas (que surpresa!).
Num jogo em que a liderança estava “à mão de semear” e à distância de 90 minutos de competência e sacrifício, a equipa do F.C. Porto apesar de “periclitante” na primeira parte, acabou por arrancar o seu objectivo, frente a um adversário de grande valia e que até ao momento em que (infantilmente) se viu reduzido a dez unidades, soube organizar-se e controlar o domínio portista. Para isso muito contribuiu a inspiração do seu guarda-redes Paulo Lopes que sofreu dois golos, mas negou outros tantos ou mais.
Hulk nervoso, impaciente e com muito pouca clarividência no último passe. Mesmo no momento em que teve tudo para se redimir com um pénalti que podia ter inaugurado mais cedo o marcador, o “Incrível” acusou a pressão e acabou por permitir a defesa do guarda-redes. Partilho da opinião de muitos portistas que tenho “ouvido” e acho seria mais aconselhável colocar Lucho Gonzalez a marcar este tipo de lances, pois é sem dúvida um jogador mais tranquilo nesta fase da época.
Quanto a Janko, apesar de ter ficado desta vez em “branco” não foi por causa de falta de ter procurado bola ou de ter passado ao lado do jogo. A barreira intransponível para o gigante austríaco esteve essencialmente na brilhante exibição de Pedro Lopes.
Maicon, de volta ao seu lugar natural no centro da defesa esteve em destaque sendo mesmo ele a descansar a alma portista quando perto dos 70 minutos voou “como Jardel sobre os centrais” carimbando o merecido golo portista.
Depois de despertado o “ferrolho” do Feirense, James assinou a tranquilidade confirmando o regresso do F.C. Porto ao topo da montanha. Uma montanha que tem sido este ano muito difícil de escalar e só com muita humildade, determinação e inteligência será vencida.
As palavras do “eterno capitão” Helton foram contundentes e demonstrativas de que perante as dificuldades ninguém vai virar a cara, não agora. Assim esperamos que seja e cá estaremos para ajudar nessa caminhada.


Certo é que até ao resultado do clássico que irá definir com todos os critérios quem afinal fica na liderança após a 21ª jornada da Liga Portuguesa, teremos que coabitar com as mesquinhezes e as desesperadas tentativas de contrariar a liderança do F.C. Porto em tabelas cinicamente manipuladas. Mas enfim, aquilo que arrumará de vez com a questão será um resultado positivo que não poderá ser outro que não o de trazer três pontos para o Dragão.

Relativamente aos “rumores” que se originaram com a presença de André Villas-Boas em Manchester ao lado de Pinto da Costa, acho que ainda muita água irá correr debaixo da ponte e muita tinta se irá derramar na imprensa, mas até lá aquilo que se impõe é serenidade e “blindagem” de modo a garantir a total tranquilidade do actual técnico e à equipa numa fase que se avizinha difícil e absolutamente decisiva.
No entanto a confirmar-se tal boato, acho que perante um profissional que tanta competência e sucesso demonstrou na fantástica época em que esteve ao comando da equipa, seria muito bem-vindo. Por mais magoados que os adeptos se encontrem, todos sabemos que no mundo do futebol tudo é temporário e as opiniões mudam quase como o clima. Por isso, a concretizar-se uma hipótese real de um retorno de André Villas-Boas, a direcção do clube não iria obviamente descartar tal oportunidade, depois do encaixe financeiro “astronómico” efectuado há menos de um ano.

Abraços e até para a semana,
Diana Maia
P.S.1 – E eis que assisti na segunda-feira a mais um delicioso momento de demência “lampiónica” de Rui Gomes da Silva no programa “O Dia Seguinte”. Quando instado a comentar o momento do “seu” Benfica, como que assomado por uma crise esquizofrénica o dito começou a disparar em todas as direcções, agarrando-se em desespero a todo e qualquer argumento que não fosse confessar que realmente a “equipa-maravilha” começou a “dar o berro” à semelhança da época passada. Ele foi falar do “apito dourado”, dizer que o F.C. Porto foi campeão europeu em 2004 por via disso, que o F.C. Porto não estava a jogar melhor, que o F.C. Porto perdeu 4-0 com o City, que o F.C. Porto isto, o F.C. Porto aquilo, F.C. Porto, F.C. Porto, F.C. Porto…
Isto é sintomático, que afinal o verniz está a estalar e só espero existirem doravante cada vez mais motivos para me poder continuar a deliciar com esta criatura aziada e ordinária!
P.S. 2 – Se pudesse estabelecer um topo desta jornada para além da “escalada” do F.C. Porto ao seu lugar habitual de liderança, incluiria igualmente as declarações do benfiquista Júlio Machado Vaz no início da sua intervenção no programa “Trio D’ataque”, fazendo um apelo ao bom senso e ao respeito para o clássico de sexta-feira. Já referi a enorme e abismal diferença de qualidade entre ele e o seu antecessor (o xenhôr xineasta Vasconcelos) e sem dúvida que a elevação de nível entre ambos é visível da Lua!




